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ENTENDA O PRÉ-SAL (excelente matéria do IG)

Poço de 7,5 mil metros amplia fronteira do pré-sal

Perfuração fora da região considerada promissora pode levar governo a rever mapa; petroleiras descobrem óleo longe de Tupi

Sabrina Lorenzi, iG Rio de Janeiro | 13/07/2010 09:30
A estratégia das empresas de ir cada vez mais fundo na exploração de petróleo pode levar o governo a ampliar o mapa do pré-sal. Em perfuração recorde no País, a Repsol está explorando um poço com objetivo de atingir 7,5 mil metros de profundidade, numa área que ainda não é considerada pré-sal pela União, mas sim pela empresa espanhola e por especialistas do setor. Paralelamente, Shell, Anadarko e Petrobras fazem descobertas sob a camada de sal longe de Tupi, localizado na chamada picanha azul, na Bacia de Santos – onde todos os blocos já explorados apresentaram indícios de hidrocarbonetos.
 
A Repsol aposta na existência de petróleo abaixo de uma camada de sal que, segundo uma fonte do setor, pode superar 3 mil metros de espessura no bloco ES-T-737, localizado entre as bacias de Campos e Espírito Santo. Detalhe: em Tupi e na maioria das áreas já conhecidas do pré-sal, a camada de sal possui em média dois mil metros. Antes de alcançar a espessa camada, a sonda Stena Drill Max, que está perfurando o bloco do Espírito Santo, percorreu uma lâmina dágua de 2.160 metros e atravessou um trecho de quase dois quilômetros de sedimentos e rochas marinhas na camada do pós-sal.
A Repsol começou a perfurar o bloco em fevereiro, mas, com problemas mecânicos (natural para tamanha profundidade), teve de interromper a atividade e reiniciá-la em outro poço. O objetivo deve ser atingido até agosto. O ES-T-737 fica entre as bacias de Campos e Espírito Santo, a cerca de 87 quilômetros ao nordeste de Jubarte, campo com reservas abaixo da camada de sal localizado ao Sul do Espírito Santo, próximo ao limite do que atualmente é considerado pré-sal.
O secretário de Petróleo, Gás Natural e Combustíveis Renováveis do Ministério de Minas e Energia (MME), Marco Antônio Martins Almeida, admitiu ao iG que um resultado positivo da Repsol no bloco ES-M-737 pode fazer o governo mudar o mapa do pré-sal. O polígono do pré-sal - a área sob concessão considerada até então como tal - vai do Norte de Santa Catarina ao Sul do Espírito Santo.
Se ocorrerem, as mudanças no mapa do pré-sal não vão interferir no direito de exploração e produção das áreas já licitadas, como o bloco da Repsol, mas podem ser consideradas pelo governo na hora de definir os futuros leilões de petróleo. O projeto de lei que prevê o regime de partilha não mapeia os blocos que serão regidos pelo novo modelo. O governo vai escolher áreas de elevado potencial no pré-sal e consideradas estratégicas para os leilões de partilha, pelo qual a Petrobras será operadora única e as empresas privadas poderão entrar como sócias, vão concentrar as melhores áreas do País.
 
 Foto: Arte iG
Resultado positivo da Repsol no bloco ES-M-737 pode fazer o governo mudar o mapa do pré-sal

O bloco da Repsol está próximo a uma área onde a Petrobras já descobriu petróleo, o que alimenta as chances de a companhia ser bem-sucedida na empreitada de perfurar um poço de 7,5 mil metros. A descoberta da Petrobras naquela região, no bloco ES-M-590, foi comunicada à Agência Nacional do Petróleo (ANP) em abril do ano passado. A profundidade do poço chegou a 6.375 mil metros no bloco, que também tem "jeito de pré-sal", conforme define um especialista.
Bahia, Sergipe e Amazônia
Ainda mais longe dos limites do polígono do pré-sal, a Petrobras também estaria tentando encontrar petróleo abaixo do sal na Bahia e no Sergipe. Procuradas, porém, Repsol e Petrobras não confirmam as informações. Na bacia do Jequitinhonha, a estatal perfurou o BM-J-3.
Em Sergipe, a formação sedimentar do campo produtor de Carmópolis leva geólogos à conclusão de que áreas adjacentes também podem guardar reservatórios de petróleo abaixo do sal, tal como a área que já produz. A Petrobras, segundo dados ANP, está perfurando o bloco SEAL-100, naquela bacia, com objetivo de alcançar uma profundidade de 3.462 mil metros. A espessura da camada de sal varia de região para região. Se em Tupi possui 2 mil metros e no bloco da Repsol pode passar de 3 mil, em Jubarte (ES) não chega a 800 metros.
Ao lançar sua própria empresa, no fim do ano passado, o geólogo Márcio Mello, um dos maiores especialistas em pré-sal, apontou a existência de pré-sal na Bacia de Solimões, na Amazônia. A HRT Oil and Gas explora blocos na região.
O polígono do pré-sal foi desenhado com base em estudos geológicos, descobertas e sísmicas (uma espécie de ultrasonografia do subsolo) que mostram maior probalidade de existência de óleo sob a camada pré-sal nesta região em relação às outras espalhadas pelo País. Para especialistas ouvidos pelo iG, um detalhe esquecido pode explicar a ocorrência de sal fora do traçado: a idade das rochas. "De Santa Catarina até a bacia de Sergipe e Alagoas, o tempo de deposição sedimentar é o mesmo, da ordem de 125 milhões de anos", conta um executivo do setor.
Outro executivo, que já foi diretor da ANP, lembra que as novas tecnologias experimentadas pela indústria petrolífera nesta década, além dos elevados preços do petróleo, estimularam as empresas a perfurar cada vez mais fundo - e consequentemente encontrar petróleo em novas regiões. Sísmicas em terceira dimensão, materiais mais resistentes, brocas maiores nas sondas fazem a diferença das atividades exploratórias.
43 em 71 perfurações miram profundidade de 4 mil metros
A mudança é radical: até o começo da década de 90, a Petrobras, então monopolista do setor, mal atingia profundidade de 500 metros em atividades exploratórias. Em julho deste ano, 43 perfurações de poços comunicados à ANP - num universo de 71 registros em poços marítimos - buscam objetivos superiores a 4 mil metros de extensão. Muitas destas perfurações miram o pré-sal, mas nem todas.
A OGX, empresa de petróleo de Eike Batista, perfura o C-M-620, entre as bacias de Campos e Santos, com previsão de alcançar 4.125 metros. O bloco se localiza em região que pode abrigar óleo abaixo do sal. A empresa está perfurando outros blocos com objetivos que também podem ar pré-sal.
A americana Devon, que tentou vender seus ativos para a BP (o processo foi interrompido por causa do vazamento no Golfo do México), comunicou à reguladora previsão de atingir 5.399 metros no BM-C-8, no campo de Polvo, na Bacia de Campos. Mas a empresa explica que o tamanho do poço não tem relação com pré-sal, mas sim com a maneira de perfurar a região. Em vez de poços verticais, são realizado poços horizontais, para aumentar a produtividade do campo. Adotada por outras empresas, a prática engrossa a lista de poços aparentemente profundos. Não é o caso da companhia americana Anadarko, que explora o BM-C-101 a profundidades da ordem de 5 mil a 6 mil metros e já realizou ali, ao norte da bacia de Campos, algumas descobertas no pré-sal que resultaram no chamado projeto Wahoo. 
Na mesma região, a Shell também comunicou à reguladora a descoberta de óleo no pré-sal, em bloco que originou parte do Parque das Conchas, onde a empresa já produz óleo, mas acima da camada de sal.
O poço continua em avaliação para estimar volumes. Localizado em frente ao litoral capixaba, e está entre o complexo petrolífero Parque das Conchas, onde a Petrobras já produz petróleo do pré-sal (no campo de Jubarte), e as descobertas do projeto Wahoo.
Também na Bacia de Campos, bem longe de Tupi, a Petrobras vem realizando sucessivas descobertas de petróleo sob os maiores campos produtores de petróleo do País. E todas no pré-sal. A empresa comunicou nos últimos meses descobertas deste tipo nos campos de Marlim Leste, Caratinga, Albacora Leste e Barracuda. Trata-se de uma bacia abaixo de outra bacia, como já informaram algumas vezes executivos da estatal.
Fonte: IG Economia - http://economia.ig.com.br
criado por Ricardo C. Veríssimo    16:08:40 — Arquivado em: Economia — Tags:, , , , —

Congresso promulga emenda que torna o divórcio imediato

O Congresso Nacional promulgou nesta terça-feira (13) a PEC (Proposta de Emenda à Constituição) do divórcio direto, que agiliza a separação entre os casais. A partir de agora, o pedido de divórcio passa a ser imediato, assim que o casal optar pelo fim do casamento.
Quem pedir divórcio poderá se casar novamente após 24 horas da divulgação da sentença de separação emitida pelo cartório ou pela Justiça.
Antes, o divórcio só podia ser solicitado depois de um ano da separação formal (registrada em cartório, por exemplo) ou até dois anos de vivência em residências diferentes.
A nova lei deve beneficiar as mais de 153 mil pessoas que se divorciam por ano no Brasil, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) para 2008, quando o número de divórcio bateu recorde no país.
A PEC será publicada amanhã (14) no Diário do Congresso Nacional, quando passa a ter validade.
Os autores da proposta aprovada, os deputados Antonio Carlos Biscaia (PT-RJ) e Sérgio Barradas Carneiro (PT-BA), defendem a desburocratização do fim do casamento. "O divórcio já é um tema consolidado em nosso país desde a Lei do Divórcio, de 1977. Não há razão para que a Constituição faça exigências", diz Biscaia.
Ele explica que as regras vigentes permitem fraudes, pois qualquer pessoa pode dizer ao juiz que um casal está separado há mais de dois anos, para obter o divórcio.
"A PEC vai acabar com a hipocrisia hoje existente de um casal que se separa hoje e amanhã leva uma testemunha para prestar depoimento falso", acrescenta Biscaia, que nos anos 1980 atuou como promotor em vara de Família.
Segundo Barradas Carneiro, a simplificação do divórcio vai representar também economia para o casal, que terá de pagar honorários advocatícios e custas processuais apenas uma vez, e não mais duas, nos casos de separação judicial.
Esse ponto foi destacado também pelo presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Ophir Cavalcante, para quem a aprovação da PEC representa um avanço para o país.
"Não há sentido algum que o cidadão tenha que despender custos com a separação judicial e depois gastos adicionais com o divórcio em si. É como se o Estado cartorializasse uma relação que já poderia ter sido encerrada em um primeiro momento", explica Ophir, em nota da OAB.
Na opinião de Sérgio Barradas Carneiro, no entanto, a maior economia é a dos "custos sentimentais". "A nova regra economiza, além de dinheiro, sofrimento, dor e constrangimento. O divórcio hoje é uma discussão sem fim."

Religiosos criticam

Durante a tramitação da PEC do Divórcio na Câmara, a proposta recebeu diversas críticas, principalmente de parlamentares religiosos, que alegavam que a medida incentivaria o divórcio e banalizaria o casamento, além das críticas da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB).
Biscaia rebate a ideia, dizendo que a mudança vai facilitar o divórcio apenas quando ele tiver de ocorrer. "O casamento é uma instituição importante, mas tem de ocorrer com base no amor e no respeito", argumenta o deputado.
Para Barradas Carneiro, em vez de incentivar divórcios, a medida vai propiciar novos casamentos de pessoas separadas, que, pelas regras atuais, não podem se casar em segundas núpcias até o divórcio de fato.
"Essa PEC deveria ser conhecida como PEC do Casamento. O divórcio é um remédio para que a pessoa possa se casar novamente", afirma o deputado baiano.

Fonte: UOL - Universo Online - http://noticias.uol.com.br/
criado por Ricardo C. Veríssimo    15:27:21 — Arquivado em: Direito Civil — Tags:, , , , —

12.7.10

Exame de outro concurso não pode ser aproveitado em substituição a psicotécnico nulo

A Segunda Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) determinou que um candidato se submeta a novo exame psicotécnico em razão de ter sido considerada nula a primeira avaliação a que ele se submeteu. O concurso é para a Polícia Rodoviária Federal (PRF), de 2002.
 
No STJ, o recurso (chamado de agravo de instrumento) é da União, para reverter decisão do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1). O Tribunal de segunda instância considerou que a realização do exame psicotécnico carece de objetividade. Para o TRF1, “não é possível extrair o caráter objetivo dos critérios de avaliação constantes” do edital. “Assim, o edital exige que o candidato tenha um perfil profissiográfico para o exercício do cargo, mas não diz explicitamente qual é esse perfil”, concluiu a decisão.
 
A União argumentou que o TRF1 não determinou que, ante a nulidade do primeiro psicotécnico realizado, se fizesse outra prova, agora atendendo aos parâmetros corretos. Para a União, mesmo sendo declarado nulo o exame, o candidato não teria o direito de passar diretamente para outras fases (como o curso de formação), ou mesmo à nomeação, antes de realizar outros exames.
 
Baseada em voto do relator, ministro Humberto Martins, a Turma acolheu o argumento da União. Apesar de o candidato ter apresentado comprovantes de aprovação em outros exames psicotécnicos, estes não poderiam ser utilizados em razão da necessidade de exame específico para o cargo.
 
Coordenadoria de Editoria e Imprensa
 
Fonte: Superior Tribunal de Justiça - http://www.stj.jus.br
criado por Ricardo C. Veríssimo    08:36:10 — Arquivado em: Concursos — Tags:, —

8.7.10

Ficha Completa

Eleitores podem conhecer candidatos no site do TSE

O Tribunal Superior Eleitoral reservou um espaço em seu portal para o eleitor conhecer melhor os candidatos às eleições 2010. Batizado como DivulgaCand2010, a página traz diversas informações sobre os políticos, que vão desde bens declarados até o conteúdo de proposta de gestão, bem como as certidões criminais apresentadas pelos candidatos.
Os eleitores podem obter também no link dados pessoais (nome completo, data de nascimento, estado civil, naturalidade, ocupação, grau de instrução) e partidários (legenda, coligação, situação do pedido de registro, entre outros). Os dados dos vices constam em uma página paralela .
O espaço está dividido por estados e por cargos: presidente e vice-presidente da República, governador e vice-governador de Estado, senador, deputado federal e deputado estadual ou distrital. Para acessar, o internauta precisa desabilitar o serviço de pop-up de seu navegador da web.
A página ainda não está 100%. Muitos candidatos ainda não estão fichados, inclusive os concorrentes a presidência. O TSE concedeu prazo até o dia 20 para completar os dados dos candidatos registrados. Com informações da Assessoria de Imprensa do TSE.
Fonte: Consultor Jurídico - http://www.conjur.com.br/
criado por Ricardo C. Veríssimo    08:56:55 — Arquivado em: Direito Eleitoral — Tags:, , —

7.7.10

SP vai monitorar 4,8 mil presos com tornozeleiras

O Governo de São Paulo vai monitorar até 4,8 mil presos do regime semiaberto por meio de tornozeleiras eletrônicas. O contrato com o consórcio vencedor da licitação para a prestação do serviço deve ser assinado em 30 dias. Por dia, cerca de 3 mil detentos que deixam as prisões para trabalhar fora serão vigiados por meio do equipamento.
Por enquanto, só nas cinco saídas anuais de presos para a visita de parentes. A Secretaria da Administração Penitenciária (SAP) pretende manter sob controle o número máximo de presidiários previsto (4,8 mil). O preço do novo esquema de segurança será de R$ 41 milhões, a serem gastos durante os 30 meses do contrato.
“Testamos o sistema nos últimos dois anos e, desde que nenhum novo contratempo apareça, assinaremos o contrato em 30 dias”, afirmou ao Estado o Secretário da Administração Penitenciária, Lourival Gomes. Ele se refere a recursos judiciais ou administrativos das empresas derrotadas na licitação.
São Paulo seria o primeiro Estado a monitorar os detentos que saem diariamente das prisões. No dia 16 de junho, o Presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou a lei que permite o monitoramento eletrônico dos presos que estão nos regimes semiaberto e aberto.
Foragidos
Por ano, no Estado, cerca de 5 mil deles não voltam para as cadeias e se tornam foragidos. Há ainda aqueles que aproveitam a saída diária para roubar e cometer crimes com o álibi de que estavam trabalhando. Com o monitoramento, será possível verificar o caminho pelo qual o preso passou enquanto estava com a tornozeleira. Se ele romper o lacre da pulseira, um alarme vai disparar na empresa contratada para vigiá-lo.
De imediato, a empresa informará a SAP, que chamará a Polícia Militar para que uma viatura seja despachada, a fim de reencontrar o presidiário. O preso que cometer a infração perde de imediato o direito de cumprir a pena no regime semiaberto e, recapturado, será mandado de volta ao regime fechado. “A empresa não saberá quem é o preso. Cada pulseira será monitorada por meio de um número”, contou o Secretário.
Só o Departamento de Inteligência da Secretaria da Administração Penitenciária saberá o nome do preso correspondente à pulseira rompida e o local onde o detento deve estar. O sistema de monitoramento deve ser descentralizado pela SAP em suas coordenadorias do interior – cada uma cuidará dos presos de sua região.
Testes     
“Na fase de testes nós buscamos inicialmente a tecnologia das empresas que fazem monitoramento de carros e cargas e das que monitoram presos na Argentina e nos Estados Unidos”, contou Gomes. O equipamento foi testado em 30 presos em três regiões do Estado. Os presidiários escolhidos para usar o equipamento foram voluntários com bom comportamento na prisão.
Durante essa fase, alguns defeitos no sistema foram detectados pelos técnicos da SAP, como o fato de um dos aparelhos registrar a hora de um fuso dos Estados Unidos e não a de Brasília. Uma das pulseiras – que acabou reprovada – podia ser aberta sem que o alarme na central de controle disparasse. “Era preciso saber se as tornozeleiras eletrônicas estavam adaptadas à nossa realidade”, afirmou Gomes.
Só depois de concluir os testes, a Secretaria fez o edital para a licitação, em 2009. Houve ainda ações na Justiça impugnando a licitação e levou quase um ano para que todas fossem decididas. O consórcio vencedor é composto por quatro empresas.
Fonte: O Estado de S. Paulo
criado por Ricardo C. Veríssimo    10:25:01 — Arquivado em: Direito Penal, Social — Tags:, , , , , , —

Elementos do Direito Constitucional


Obra de Michel Temer… ótima sintese do mundo que cerca a nossa Constituição Federal.
Ótimo custo benefício vale a pena conferir.

Att. Ricardo.
criado por Ricardo C. Veríssimo    10:18:15 — Arquivado em: Recomendo — Tags:, —

Justiça aceita inscrição dos “fichas-sujas”

Os TREs (Tribunais Regionais Eleitorais) aceitaram ontem pedidos de registro de candidatos para o pleito de outubro sem analisar se os políticos se enquadram no conceito de "ficha suja" previsto na Lei Eleitoral.
A legislação veta candidaturas de condenados por órgãos colegiados do Judiciário, como Tribunais de Justiça estaduais e TREs.
Os cartórios dos tribunais só realizaram o protocolo dos requerimentos de inscrição e dos documentos exigidos pelas regras eleitorais, como as declarações de bens e as certidões de antecedentes.
O exame da situação dos "fichas-sujas" só vai ocorrer após os TREs publicarem na imprensa oficial as listas de quem pediu registro.
Em São Paulo, a expectativa do TRE é que tais publicações comecem após uma semana -até a conclusão desta edição o tribunal registrava 3.000 pedidos de registro.
Somente após essa fase o Ministério Público Eleitoral e os partidos políticos poderão pedir a impugnação das inscrições dos "fichas-sujas".
As impugnações serão analisadas pelos TREs, que podem decidir pelo indeferimento dos pedidos de registro dos condenados.
O prazo para que os TREs julguem esses processos de inscrição termina no dia 5 de agosto. Os candidatos que não conseguirem o registro podem recorrer ao TSE (Tribunal Superior Eleitoral).
A aplicação da Lei da Ficha Limpa preocupa o procurador Felipe Peixoto, de Minas Gerais. Segundo ele, a lei modificou as inelegibilidades, mas não a documentação necessária para comprovar a aptidão da candidatura.
Ele alega não ter meios de verificar se os postulantes se encaixam em alguns dos casos previstos pela nova lei. "Não há nada que possa aferir se um servidor público foi demitido ou se alguém foi excluído da profissão pelo órgão competente. Não tenho como saber isso, gente!"
SEM INFORMAÇÕES
Peixoto diz já ter procurado a Advocacia-Geral da União e a Advocacia-Geral do Estado para que informassem nomes com a "ficha suja", mas não recebeu resposta. Ele também pediu ajuda aos promotores e aos órgãos fiscalizadores de profissão.
A Procuradoria terá cinco dias, a partir da publicação das inscrições, para impugnar os registros. O tempo é considerado exíguo pelo procurador, que só tem três assessores e seis estagiários para analisar 2.000 pedidos.
Até o final da tarde de ontem, os ex-governadores cassados Marcelo Miranda (PMDB-TO), Cássio Cunha Lima (PSDB-PB) e Jackson Lago (PDT-MA) haviam registrado suas candidaturas. Os dois primeiros disputam vagas no Senado e Lago, o governo estadual. Eles negam que sejam atingidos pela lei.
Também pediram registro o ex-senador Expedito Júnior (PSDB-RO), cassado por compra de votos e candidato a governador, e o senador Heráclito Fortes (DEM-PI), condenado por conduta lesiva ao patrimônio público e candidato à reeleição.
TSE SE NEGA A SUSPENDER 7 CONDENAÇÕES
O presidente do Tribunal Superior Eleitoral, Ricardo Lewandowski, negou ontem sete pedidos de políticos que pediam a suspensão de suas condenações pelos TREs (de MG, PR e DF) para que eles pudessem concorrer às eleições.

Fonte: Folha de São Paulo
criado por Ricardo C. Veríssimo    08:50:37 — Arquivado em: Direito Eleitoral, Social — Tags:, , , , , —

5.7.10

Plano de saúde deve cobrir tratamento de portador de HIV

Cláusula derrubada…

 

É inválida a cláusula contratual que exclui o tratamento de um portador do vírus HIV dos planos de saúde. O entendimento é da 4ª Turma do Superior Tribunal de Justiça, que reconheceu o direito de um beneficiário a ter todos os gastos com o tratamento da doença pagos pela Amil.
O beneficiário contraiu o vírus HIV e tentava conseguir que o plano de saúde custeasse seu tratamento. Ele morreu antes da decisão da primeira instância. A ação continuou em razão da herança do beneficiário.
O pedido foi julgado improcedente. O Tribunal de Justiça de São Paulo manteve essa decisão ao concluir que, na “data em que incluído o paciente no plano de assistência médica da Amil, em 27 de abril de 1990, o contrato já estabelecia exclusão de cobertura para tratamento dos portadores de Aids”. De acordo com o TJ-SP, o fato de o beneficiário ser advogado dava a ele condições de determinar o significado e o alcance da cláusula contratual.
O relator do caso no STJ, ministro Aldir Passarinho Junior, ressaltou que o entendimento consolidado da corte é de que é abusiva a cláusula que afasta o tratamento de doenças infectocontagiosas de notificação compulsória, a exemplo da Aids. O ministro destacou que a Lei 9.656/1998 instituiu a obrigatoriedade do tratamento de enfermidades listadas na classificação estatística internacional de doenças. E a Aids encontra-se nessa relação. Por isso, o ministro aceitou o pedido do espólio do beneficiário.
A 4ª Turma, por unanimidade, declarou nula a cláusula contratual que excluía o tratamento e condenou a Amil a pagar todos os valores gastos e devidos no tratamento de saúde do beneficiário. Com informações da Assessoria de Imprensa do STJ.
Resp 650.400
Fonte: Consultor Jurídico - http://www.conjur.com.br/
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Ficha Limpa

O Senado brasileiro aprovou, no dia 19 de maio de 2010, o Projeto de Lei Ficha Limpa, que torna mais rigorosos os critérios que impedem políticos condenados pela Justiça de se candidatarem às eleições.
A proposta chegou ao Congresso por meio de um Projeto de Lei de Iniciativa Popular (PLP). Para tanto, foi preciso a assinatura de 1% dos eleitores brasileiros. Graças à pressão popular, em ano eleitoral, o Ficha Limpa foi aprovado por unanimidade no Congresso.

Obs. O projeto foi sancionado sem vetos pelo presidente Luis Inácio Lula da Silva no dia 04/06/2010.

Entenda como funciona:

CCJ da Câmara aprova foto e impressão digital obrigatórias no título de eleitor

A CCJ (Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania) da Câmara dos Deputados aprovou nesta quinta-feira (6/5) proposta que determina a inclusão de foto e impressão digital nos títulos eleitorais e o recadastramento de todo o eleitorado brasileiro no prazo de dois anos após a vigência da lei.
Durante o recadastramento, todos os títulos deverão ser trocados pelo novo modelo. O projeto ainda será analisado pelo plenário e pelo Senado.
O texto aprovado foi um substitutivo do deputado Chico Lopes (PCdoB-CE) ao Projeto de Lei 3780/97, do Senado, e a diversos apensados. A proposta altera a Lei 7.444/85, que trata da implantação do processamento eletrônico de dados no alistamento eleitoral e a revisão do eleitorado.
Conforme a proposta, o título de eleitor também deverá conter, além de outros dados de identificação do eleitor: data de nascimento, filiação, o número do CPF e o número da carteira de identidade expedida pela Secretaria de Segurança Pública, além de impressão digital. Atualmente, o título contém data de nascimento e espaço para impressão digital, que só é utilizado pelo eleitor analfabeto.
Para o relator, ainda há vícios no processo eleitoral, fraudes, eleitores fantasmas e outros graves problemas. “A colocação de fotografia do eleitor no título contribuirá para evitar grande número de fraudes, em prol da busca da verdade eleitoral”, afirma.
Fonte: Última Instância - http://ultimainstancia.uol.com.br
criado por Ricardo C. Veríssimo    08:42:14 — Arquivado em: Direito Eleitoral, Social — Tags:, , , , —

6.5.10

Caso Dorothy Stang: fazendeiro pega 30 anos por homicídio duplamente qualificado

Flávia Foreque
Apontado como um dos mandantes do assassinato da missionária americana Dorothy Stang, em 2005, o fazendeiro Regivaldo Pereira Galvão foi condenado a 30 anos de prisão, em julgamento que terminou na madrugada de ontem, em Belém. Conhecido como Taradão, o fazendeiro é o último dos cinco acusados pelo crime a ser julgado. Três dos condenados, entretanto, já cumprem a pena em regime semiaberto (veja quadro ao lado). A freira, naturalizada brasileira, morreu com seis tiros em uma estrada de terra de Anapu, distante cerca de 300km de Belém (PA). Defensora de trabalhadores rurais, ela provocou a insatisfação de fazendeiros ao condenar a grilagem de terras e defender a criação de assentamentos na região para agricultores de baixa renda. Galvão pegou 29 anos de prisão por homicídio duplamente qualificado. O fato de a vítima ser idosa —Dorothy tinha 73 anos — aumentou a pena em mais um ano. O júri popular, formado por cinco homens e duas mulheres, concluiu que a ação do fazendeiro ocorreu para atender sua “cobiça e ambição pessoal”. A pena será cumprida em regime fechado, sem direito a apelar em liberdade. O resultado do julgamento, conduzido pelo juiz Raimundo Moisés Alves, foi comemorado por amigos e familiares. O irmão da missionária, David Stang, afirmou que a família está muito feliz com o resultado da sentença.
O promotor Edson Cardoso lembrou as declarações do pistoleiro Amair da Cunha, que apontou Regivaldo e Vitalmiro Moura, o Bira, como mandantes do crime. O magistrado reforçou a tese de homicídio qualificado, com motivo torpe, promessa de recompensa e uso de meios que impediram a defesa da vítima. Os advogados de defesa, entretanto, negaram a tese de coautoria do crime. No julgamento, o fazendeiro afirmou que se encontrou apenas uma única vez com a missionária, no segundo semestre de 2004, quando deu carona para ela. O advogado Jânio Siqueira, um dos defensores do fazendeiro, afirmou que pretende recorrer da sentença.
Durante o julgamento, que começou na manhã de sexta-feira e se estendeu pela madrugada, o juiz precisou intervir aos gritos para evitar um confronto físico entre integrantes do Ministério Público e a defesa do acusado.
Como ficou
Cinco anos após o assassinato da missionária Dorothy Stang, 73 anos, todos os envolvidos no crime foram julgados e condenados pela justiça brasileira. Confira a situação de cada um
Vitalmiro Bastos de Moura, o Bira
Apontado como um dos mandantes do crime, foi condenado a 30 anos de prisão em julgamento realizado há duas semanas. O fazendeiro entregou-se à polícia no mês passado, após uma liminar que o mantinha em liberdade até o julgamento ser derrubada.
Regivaldo Pereira Galvão, o Taradão
Último a ser julgado pela Justiça, recebeu pena ontem de 30 anos de prisão. Galvão ainda não tinha sido julgado porque recorria a instâncias superiores para não ser submetido ao júri popular.
Rayfran das Neves, o Fogoió
Réu confesso, foi o autor dos disparos e recebeu pena de 27 anos. Após ter cumprido três anos, passou ao regime semiaberto.
Clodoaldo Batista, o Eduardo
O pistoleiro pegou 17 anos de prisão por ter ajudado Fogoió a executar a missionária. Também cumpre regime semiaberto.
Amair Feijoli da Cunha, o Tato
Intermediário entre os pistoleiros e os mandantes do crime, recebeu a sentença de 18 anos de prisão. Tato cumpre a pena em regime semiaberto.
Repercussão internacional
A morte da missionária em fevereiro de 2005 teve repercussão internacional e recebeu a atenção de grupos de direitos humanos. O cineasta norte-americano Daniel Junge produziu o filme Mataram a irmã Dorothy, que figurou entre os 15 pré-selecionados ao Oscar de melhor documentário de 2009. Ontem, o resultado do julgamento do fazendeiro Regivaldo Pereira Galvão foi tema de reportagem publicada no site do jornal The New York Times.
A matéria narra o trabalho realizado pela freira no estado do Pará e afirma que o julgamento era visto como “um teste decisivo para o Brasil pôr um fim à falta de leis que reina na região amazônica”. Em 2005, sete meses depois do assassinato da americana, o jornal publicou um artigo do correspondente Larry Rohter afirmando que as promessas do governo brasileiro em busca de uma solução para os conflitos agrários na região não tinham sido cumpridas.
O bispo de Xingu, dom Erwin Kräutler, região à qual a missionária pertencia, comemorou a decisão, mas ressaltou que os conflitos agrários ainda são motivo de tensão no estado. “Eu não considero (a condenação dos acusados) um fim em si, porque o sistema continua em vigor. Enquanto não for feita alguma coisa para inibir a ganância e a busca desenfreada de terras, a situação vai continuar e logo mais vamos ter novas vítimas”, afirmou o bispo, que recebe proteção da polícia militar há quatro anos.
O religioso reconhece que a condenação dos cinco envolvidos no crime representa um “passo significativo” em busca de Justiça no campo. “Pelo menos dessa vez não apenas quem apertou o gatilho foi condenado.” Por questão de segurança, o bispo não compareceu ao julgamento, em Belém. Avisado por amigos da decisão, ele disse que a condenação do fazendeiro não será comemorada em espaços públicos de Anapu e de Altamira, onde a missionária atuava com agricultores. “Não espere nenhuma repercussão barulhenta. O povo está muito recolhido.”


Fonte: Correio Braziliense - http://www.correiobraziliense.com.br

Publicação: 02/05/2010 09:45
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CCJ da Câmara aprova projeto que cria 6.804 cargos efetivos para o MPU

A Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) da Câmara dos Deputados aprovou nesta quarta-feira (5/5) o projeto de lei que cria 6.804 cargos efetivos e 3.675 funções comissionadas para o Ministério Público da União (MPU). Como a medida tramitava em caráter conclusivo, agora ela vai para o Senado Federal e, se não for vetada, seguirá para sanção pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
 
A proposta é que as vagas sejam preenchidas gradativamente, de acordo com a disponibilidade orçamentária do MPU. As oportunidades serão distribuídas entre as unidades do Ministério Público Federal, Ministério Público do Trabalho, Ministério Público Militar e Ministério Público do Distrito Federal e Territórios. A criação dos cargos terá um impacto orçamentário anual de R$ 762,8 milhões.
 
Hoje, o Ministério Público da União conta com a estrutura de dois analistas e três técnicos por procurador. Se o projeto for aprovado, cada procurador passará a contar com três analistas e cinco técnicos.

Favorável ao projeto, o relator, o deputado José Genoíno (PT-SP), acredita que o MPU tem de seguir na mesma direção dos serviços judiciários no Brasil. "Como instituição essencial à função jurisdicional do Estado, o Ministério Público da União tem de acompanhar o acréscimo de demanda junto ao Poder Judiciário, de forma a permitir o desenvolvimento, dentro da normalidade e celeridade esperadas pela sociedade, de suas nobres atribuições constitucionais", argumentou.

Distribuição das vagas:


    

CAS aprova projeto que veda realização de concurso para cadastro de reserva

Projeto de lei do Senado que proíbe a realização de concurso público exclusivamente para a formação de cadastro de reserva foi aprovado nesta quarta-feira (24) pela Comissão de Assuntos Sociais (CAS). A proposta, de autoria do então senador Expedito Júnior (PR-RO), ainda será examinada pela Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ), em decisão terminativa.
A proposta (PLS 369/08) obriga a indicação expressa, nos editais de concursos públicos, do número de vagas a serem providas. A medida, de acordo com o projeto, será observada em concursos de provas ou de provas e títulos no âmbito da administração direta da União, dos estados, do Distrito Federal e dos municípios.
De acordo com a proposição, tal cadastro de reserva será permitido somente para candidatos aprovados em número excedente ao de vagas a serem preenchidas. O relator da matéria na CAS, senador Efraim Morais (DEM-PB), enfatizou que é injustificável a publicação pelo Poder Publico, em qualquer nível federativo, de editais de processos seletivos para provimento de cargos para os quais não existam vagas.
A prática, informou o senador Efraim, é utilizada pelos gestores públicos com a justificação de respeito à Lei de Responsabilidade Fiscal (lei complementar 101/00), especialmente em anos eleitorais. O senador ressaltou, no entanto, que os brasileiros ficam com falsas expectativas, bem como assumem despesas com gastos na preparação para as provas. Também há desembolso de dinheiro público para a remuneração das bancas examinadoras que aplicam as provas, observou Efraim, o que também, segundo ele, atenta contra a probidade na gestão dos recursos públicos quando o concurso é realizado sem a existência de vagas.
Ao justificar o projeto de lei, o senador Expedito Júnior disse que a realização de concursos públicos sem que haja qualquer vaga a ser preenchida contraria os princípios da moralidade, impessoalidade e eficiência ao criar nos candidatos falsas expectativas de nomeação. Ele destacou que mau administrador poderá valer-se da não obrigatoriedade de nomear candidatos aprovados dentro do número de vagas quando alguém de sua predileção não foi aprovado ou para prejudicar aprovado que seja seu desafeto.
"Não faz o menor sentido, a nosso ver, a realização de concursos apenas para formação e tais cadastros. Ou a Administração carece de novos quadros e, por isso, promove concurso, ou não estando necessitada de mais servidores, falta-lhe interesse legítimo para deflagrar o processo seletivo", argumentou Expedito Júnior.
A presidente da CAS, senadora Rosalba Ciarlini (DEM-RN), e o senador Mão Santa (PSC-PI) defenderam a realização de concursos para ingresso no serviço público. Para a senadora o certame pode impedir que sejam nomeados pessoas por meio de indicações políticas. Já para Mão Santa, a administração pública deve buscar o mérito das pessoas que vai nomear.
- A entrada no serviço público deve ser feita pela porta estreita do concurso, o que significa melhoria do governo e das coisas públicas - disse Mao Santa.
Também defenderam a moralidade na admissão de servidores públicos os senadores Paulo Paim (PT-RS), Geraldo Mesquita Júnior (PMDB-AC) e Paulo Duque (PMDB-RJ).
Iara Farias Borges/ Agência Senado
Fonte: Agência Senado - http://www.senado.gov.br
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24.2.10

MP mais de 6.000 inscritos para promotor

Mais de 6.000 pessoas vão disputar as 75 vagas de promotor de Justiça substituto em São Paulo. As inscrições para o 87º Concurso de Ingresso na carreira do MP-SP (Ministério Público de São Paulo) foram encerradas nesta segunda-feira (22/2), com o total de 6.219 inscritos. Cinco por cento das vagas são reservadas para pessoas portadoras de deficiência.
O concurso de ingresso será realizado em quatro fases: prova preambular, de caráter eliminatório; prova escrita I, de caráter eliminatório e classificatório; prova escrita II, de caráter eliminatório e classificatório; e prova oral, de caráter eliminatório e classificatório.
A novidade do 87º concurso é a aplicação de duas fases escritas, em vez de uma, como acontecia até então.
As provas do concurso abrangerão matérias de direito penal, direito processual penal, direito civil, direito processual civil, direito constitucional, direito da infância e da juventude, direito comercial, tutela de interesses difusos e coletivos, direitos humanos, direito administrativo e direito eleitoral. Também serão avaliados os conhecimentos dos candidatos sobre a língua portuguesa. Os candidatos ainda serão submetidos a exame psicotécnico, antes da prova oral.
As datas para realização das provas ainda não foram definidas.

Fonte: Última Instância - http://ultimainstancia.uol.com.br
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23.2.10

Exercício ilegal da Advocacia com os dias contados

Com o início de mais um ano e uma nova gestão na seccional paulista da OAB, o presidente da entidade, Luiz Flávio Borges D’urso, reafirma que a sua principal luta será contra o exercício ilegal da profissão. Ele já prepara uma ofensiva conjunta contra a prática. D’Urso contou à Consultor Jurídico que vai pedir aos 223 presidentes eleitos das subsecções do estado de São Paulo que criem equipes de profissionais para mapear essa invasão de não-profissionais na advocacia. Afirma ainda que os dados dessa invasão serão demonstrados através de estatística.
Desde 2006, de acordo com dados da Comissão de Fiscalização e Defesa do Exercício da Advocacia da OAB-SP, mais de dois mil processos por exercício ilegal da profissão foram despachados. Quando a OAB recebe a informação, repassa relatórios das denúncias recebidas à Polícia e ao Ministério Público, que são encarregados de conduzir o processo na esfera criminal.
D’urso afirma que vai promover um levantamento mais detalhados dos casos de exercício ilegal da advocacia e que espera providências imediatas. Antes de ser eleito para seu primeiro mandato, já levantava essa bandeira. Chegou a afirmar que criaria um grupo na OAB-SP para fazer blitz em escritórios de contabilidade, auditorias e bancas de advogados e que o resultado poderia ser a prisão em flagrante de alguns “profissionais”. A ideia já foi colocada em prática, segundo ele.
“Precisamos identificar esses invasores do mercado da advocacia e puni-los exemplarmente. O exercício ilegal da profissão é crime”, reforçou. O assunto, segundo D’Urso, será discutido nesta terça-feira (23/2) no I Encontro de Presidentes de Subsecções. O futuro da profissão também estará em pauta na reunião. De acordo com o presidente da OAB-SP, o clima é de otimismo.
“Além da expectativa de crescimento econômico, o Brasil irá promover dois dos maiores eventos internacionais, a Copa do Mundo de Futebol em 2014 e as Olimpíadas em 2016. Mas, desde já, abre-se para os escritórios e advogados brasileiros novas oportunidades de trabalho. Não só o Direito Desportivo deve crescer, porque haverá muitas questões ligadas ao direito de imagem, patrocínios, contratos de atletas, de infraestrutura, licitações, etc. Também deve crescer o setor de energia, petróleo, áreas de fusões e aquisições e câmaras de arbitragem. Ou seja, o céu será o limite em termos de nichos de trabalho para os advogados brasileiros na próxima década”, projeta D´Urso.
Ainda na pauta do encontro está o debate sobre o aumento de procedimentos eletrônicos nos tribunais, a necessidade de o advogado migrar cada vez mais para a mídia digital, a morosidade da Justiça e as dificuldades para instalações de Varas, violação das prerrogativas dos advogados, assistência judiciária e mercado de trabalho.
Fonte: Consultor Jurídico - http://www.conjur.com.br
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18.2.10

Tempo como aluno-aprendiz deve ser computado

 
Tempo trabalhado como aluno-aprendiz deve ser computado em aposentadoria de fiscal do trabalho. Com esse entendimento, o Plenário do Supremo Tribunal Federal garantiu, por unanimidade, o direito de aposentadoria a um trabalhador.
Aposentado há 14 anos, na Paraíba, o fiscal conseguiu que o benefício fosse incorporado por conta da Súmula 96 do Tribunal de Contas da União, que diz: “Conta-se para todos os efeitos, como tempo de serviço público, o período de trabalho prestado, na qualidade de aluno-aprendiz, em Escola Pública Profissional, desde que comprovada a retribuição pecuniária à conta do orçamento, admitindo-se, como tal, o recebimento de alimentação, fardamento, material escolar e parcela de renda auferida com a execução de encomendas para terceiros”.
Em 2008, ele recebeu carta da corte de contas informando mudança de entendimento sobre o assunto e que ele deveria voltar ao trabalho, na condição anterior, para completar o tempo de serviço que faltava para aposentar-se. Ele então recorreu ao Supremo contra a nova decisão. Por unanimidade, os ministros endossaram o voto da ministra Cármen Lúcia de que o benefício deveria ser mantido, em consideração aos princípios da segurança jurídica, da confiança e da boa-fé, “vez que o TCU mudara seu entendimento sobre o assunto depois da aposentadoria do fiscal”.
Segundo a ministra, o tempo transcorrido entre 1994, quando ele se aposentou, e 2008, quando recebeu a correspondência do TCU, já havia sedimentado uma situação, por sinal criada por entendimento do próprio TCU. A ministra lembrou que seu voto se baseava em jurisprudência da própria suprema corte. O ministro Cezar Peluso, ao acompanhar o voto, lembrou que já chegaram ao STF casos semelhantes em que o TCU queria retirar o cômputo do período de aluno-aprendiz, depois que o servidor estava aposentado há 20 anos. Com informações da Assessoria de Imprensa do Supremo Tribunal Federal.
MS 27.185
Fonte: Consultor Jurídico - http://www.conjur.com.br
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12.2.10

Cadastro Nacional de Improbidade será público

O Conselho Nacional de Justiça decidiu tornar públicos os dados do Cadastro Nacional de Condenados por Ato de Improbidade Administrativa. A medida foi tomada durante a sessão plenária dessa quarta-feira (10/2), quando os conselheiros votaram pela alteração da Resolução 44 do CNJ, de novembro de 2007, que instituiu o cadastro. A proposta foi feita pelo relator do processo, conselheiro Felipe Locke Cavalcanti.
A perspectiva do CNJ é de que todas as informações desse banco único de dados estejam disponíveis para consulta pública dentro de 30 dias, período em que serão feitas as adequações técnicas para divulgação das informações no site do Conselho. “Para o êxito total do cadastro e a maior interação com a administração pública, grande beneficiada com o sistema, é que existe a necessidade de abertura dos dados”, explicou o conselheiro Felipe Locke Cavalcanti, que também foi o autor da proposta de criação do cadastro, em 2007. O acesso público ao sistema só não permitirá a consulta de dados pessoais dos inscritos no cadastro.
O Cadastro Nacional de Condenados por Ato de Improbidade Administrativa contém informações quanto às penas aplicadas e a qualificação do condenado por cometer ato de lesão ao patrimônio público, de enriquecimento ilícito ou que atente contra os princípios da administração. As penalidades previstas na Lei de Improbidade Administrativa (Lei 8.429/1992) são ressarcimento do dano, pagamento de multa, perda do que foi adquirido ilicitamente, perda da função pública e dos direitos políticos, além de proibição de firmar contratos com o poder público.
A gestão do banco de dados é responsabilidade da Corregedoria Nacional de Justiça, que coordenará o cadastro com o auxílio das corregedorias dos tribunais. Os dados sobre as condenações de pessoas físicas e jurídicas nos processos em que não cabem mais recursos são abastecidos por juízes das esferas estadual e federal de todo o país. Ao todo, 2.514 condenados por improbidade administrativa estão registrados no sistema. Somente quanto a condenação em multas o valor a ser ressarcido é de R$ 169 milhões. Atualmente, o acesso ao cadastro, disponível no site do CNJ, é permitido apenas a usuários com senha.
O banco de dados permite o controle social dos atos da administração pública e garante a maior efetividade da Lei de Improbidade Administrativa. “É um instrumento a mais para o gestor público na hora de contratar um serviço ou conceder um incentivo”, destaca o conselheiro Felipe Locke Cavalcanti.
Os condenados atualmente registrados no sistema perderam R$ 27 milhões em bens ou valores acrescidos aos patrimônios pessoais de forma ilícita. A maior parte das condenações envolve agentes públicos estaduais e municipais, condenados pelos Tribunais de Justiça dos estados.
Detalhamento
Além dos dados do condenado em processos transitados em julgado nos quais não cabe mais recurso, o banco inclui informações sobre os artigos da lei em que foi condenada a pessoa (física ou jurídica) e o período em que a pessoa ou empresa ficará impedida de contratar com a administração ou de receber benefícios ou incentivos fiscais.
Também contém campo específico no qual deve ser informada a data da comunicação à Justiça Eleitoral quanto à suspensão dos direitos políticos, o que impede o condenado de concorrer a eleições, afastando a possibilidade de pessoas já condenadas por improbidade administrativa de participar de processos eleitorais em todo o país, pelo prazo que foi estipulado na decisão judicial. Com informações da Assessoria de Imprensa do CNJ.
Processo: 0000826-07.2010.2.00.0000
Fonte: Consultor Jurídico - http://www.conjur.com.br
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11.2.10

NOVO IMPOSTO DE RENDA 2011


Em 2011, declaração do imposto de renda será feita apenas pela internet

De acordo com Receita Federal, entrega pelo papel no ano passado gerou apenas 127 mil declarações, dentro de um universo de mais de 25 milhões.

A partir de 2011 todas as declarações de imposto de renda deverão ser preenchidas apenas pela internet, informou a Receita Federal  na quarta-feira (10/2). Este será o último ano em que o formulário de papel será utilizado para declarar o Imposto de Renda Pessoa Física (IRPF).
Em um comunicado no site da Receita, o supervisor nacional do imposto de renda, Joaquim Adir, afirma que “essa forma de entrega (papel) no ano passado gerou apenas 127 mil declarações, dentro de um universo de mais de 25 milhões”. O supervisor explicou ainda que documentos nesse formato dificultam o processamento pela Receita e não geram benefícios para os declarantes.
O contribuinte que opta pelo formulário impresso hoje, necessita realizar a entrega nas agências dos Correios, além de desembolsar 5 reais. Para o próximo ano, a entrega da declaração será feita exclusivamente em disquete, nas agências bancárias, ou pela internet - pelo programa Receitanet.
Só ficarão obrigados a declarar o IRPF os contribuintes com limite de renda 22.487,25 reais. Com o desconto padrão de 20%, esse valor fica em 17.988,80 reais.
Programa para IR 2010
O aplicativo para preenchimento e envio da declaração do Imposto de Renda 2010 será disponibilizado a partir do dia 1º de março, mediante a aprovação por parte da Receita e do Serpro na próxima sexta-feira (12/2). O programa já havia sido colocado no ar em janeiro para que os usuários pudessem conhecer com antecedência o aplicativo e as principais alterações em relação ao ano anterior.
As instituições esperam 24 milhões de declarações neste ano, 1 milhão a menos do que em 2009. Neste ano, o valor de abatimento por dependente passa para 1,730,40 reais. Os descontos totais com educação ficaram em 2708,94 reais e os gastos com saúde não têm limite. A correção foi de 4,5%.
Estão obrigados a declarar os contribuintes que tiveram rendimentos tributáveis superiores a 17.215,08 em 2009. O prazo para entrega das declarações vai de 1º de março a 30 de abril e, a partir deste ano, o contribuinte só poderá fazer a declaração por meio do aplicativo.
Fonte:IDG NOW! Tecnologia em primeiro lugar - http://idgnow.uol.com.br/
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Supremo inaugura consulta de processos pelo celular

Depois de abrir canais no Twitter e no YouTube, o STF (Supremo Tribunal Federal) passa a oferecer mais um serviço para facilitar a comunicação do tribunal na Internet, o STF Mobile. A partir de hoje, o os usuários poderão acessar, pelo telefone celular, os três serviços mais buscados na homepage da Corte: a consulta de andamento processual, a consulta à jurisprudência e as notícias.
De acordo com informações do Tribunal, para utilizar o STF Mobile, é preciso que o usuário disponha de um telefone celular com dispositivo de acesso à Internet, os chamados smartphones.
 
Segundo o secretário de Tecnologia da Informação do Supremo, Lúcio Melre, para oferecer o STF Mobile, foi feito um levantamento dos serviços mais acessados na Internet, que são a consulta ao andamento dos processos, à jurisprudência e às notícias.
 
“O STF Mobile é uma adaptação do sitedo Supremo para acesso pelo celular. Como não poderíamos oferecer todos os serviços, selecionamos os de maior procura", explicou o secretário. O endereço do novo serviço é: http://m.stf.jus.br. 
Em novembro, a Suprema Corte havia aberto um canal no Twitter, rede social de microblogs que se tornou fenômeno na Internet. O tribunal também dispõe de um canal de vídeos no YouTube, que reúne flashs das sessões de julgamento, entrevistas com ministros, e os destaques na programação da TV e da Rádio Justiça.

Fonte: Última Instância - http://ultimainstancia.uol.com.br
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Anatel proíbe operadoras de celular de mandarem mensagens aos clientes

 
Atendendo a uma recomendação feita pelo MPF (Ministério Público Federal), a Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações) proibiu todas as operadoras de telefonia móvel de encaminharem mensagens de texto não solicitadas a seus consumidores.
Segundo a agência, todas as operadoras receberam um ofício informando sobre a obrigação, a partir de 1º de maio de 2010, de que os contratos de adesão ao serviço de telefonia móvel contenham cláusulas em que o cliente possa optar por receber ou não mensagens publicitárias.
As cláusulas devem ser redigidas de forma clara, acrescidas de um campo onde o usuário deverá assinalar se deseja ou não receber tais mensagens.
Segundo informa o MPF, esse campo específico deverá estar, obrigatoriamente, localizado junto ao parágrafo que trata do assunto, antes da assinatura do usuário, aderindo aos termos dos contratos.
Nos contratos vigentes, os usuários que não quiserem mais receber as mensagens publicitárias deverão entrar em contato com suas operadoras e manifestar seu desejo de não mais receber mensagens publicitárias em seus telefones celulares.
Contratos
No mesmo documento, a Anatel ainda determinou que todos os contratos, a partir de 1º de maio, deverão ser redigidos com fonte de tamanho não inferior ao corpo 12. A determinação segue a alteração feita no artigo 54, do Código de Defesa do Consumidor. A Lei 11.785/08, entre outras obrigações, determina que contratos devam ser redigidos, no mínimo, com corpo 12.
O procurador Márcio Schusterschitz da Silva Araújo, autor da recomendação, entende que o cliente tem direito à privacidade e deve ter a possibilidade de escolher se quer receber ou não mensagens em seu aparelho.
“O MPF verificou que o usuário recebe todo o tipo de mensagem em seu celular, como jogos de azar e promoções, sem pedir ou poder optar por não receber, com isso as empresas ofendem o direito a privacidade e o consumidor tem direito a optar por não receber tais mensagens”, afirma o procurador, que manterá o procedimento aberto para verificar se as operadoras cumprirão as determinações da Anatel.
Fonte: Última Instância - http://ultimainstancia.uol.com.br
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Ophir quer Exame de Ordem forte para qualificar profissional da advocacia



Brasília, 11/02/2010 - O presidente nacional da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Ophir Cavalcante, abriu hoje (11), em Brasília, a XVII Reunião do Colégio de Presidentes de Comissões de Estágio e Exame de Ordem Unificado, defendendo o aprimoramento do exame como forma de fortalecer a profissão, ampliar o relacionamento com a comunidade acadêmica e oferecer à sociedade um profissional da advocacia cada vez mais qualificado. "A unificação do exame, além de uma vitória política para a OAB, serve, agora, como um dos principais instrumentos balizadores do ensino jurídico ministrado neste país", afirmou Ophir, ao abrir o encontro que debaterá, principalmente, a unificação das provas aplicadas no Brasil.
Ophir Cavalcante enfatizou a importância de um debate constante nos próximos três anos sobre as questões relativas ao ensino na área do Direito e defendeu a criação de um Fórum Permanente de Ensino Jurídico para viabilizar esse debate. Participam da reunião, na sede da OAB, os 27 presidentes de Comissões de Exame de Ordem de todo o país, bem como o secretário-geral do Conselho Federal da OAB, Marcus Vinicius Furtado Coêlho. Na reunião, Ophir anunciou que o coordenador do Exame de Ordem Unificado será o conselheiro federal da OAB pela Paraíba, Walter de Agra Junior.

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10.2.10

Justiça Federal proíbe faculdades de cobrar pela emissão de diploma


A Justiça Federal em Rondônia proibiu, liminarmente, faculdades particulares de cobrar taxas para emissão de diploma aos alunos. A decisão decorre de uma ação do MPF (Ministério Público Federal) no Estado. A liminar tem cumprimento imediato.
Segundo a procuradoria, as faculdades alegavam que estavam repassando aos formandos a "taxa de serviço" cobrada pela Unir (Universidade Federal de Rondônia) para registro do diploma no MEC (Ministério da Educação).
Entretanto, uma resolução do Conselho Federal de Educação prevê que o diploma está inserido no rol de serviços prestados e pagos por meio da mensalidade. A Justiça Federal considerou, portanto, a cobrança ilegal e determinou a suspensão da cobrança da taxa do diploma.
A decisão atinge a Aesa (Associação de Ensino Superior da Amazônia), a Einstein Instituição de Ensino, o Cesuar (Centro de Ensino Superior de Ariquemes) e o Unicentro (Centro de Ensino Superior).
 
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